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  • V.

A saúde mental em (de)PRESSÃO.

Os homens devem saber que do cérebro, e somente do cérebro, advém os nossos prazeres, alegrias, risos e gracejos, bem como as nossas aflições, dores, tristezas e medos. Através dele, em particular, pensamos, vemos, ouvimos e distinguimos o feio do bonito, o mau do bom, o agradável do desagradável… É a mesma coisa que nos faz loucos ou delirantes, nos excita com espanto e medo, seja de noite ou pelo dia, traz insónia, erros inoportunos, ansiedade sem sentido, a distracção e actos que são contrários aos hábitos…

Escreveu, Hipócrates.


A doença mental. A doença mental está presente. A doença mental está presente em pessoas comuns. Isto não é um mito. É uma realidade. Qual será o dia, o mês, o ano, em que vamos começar a perceber isto, no século XXI?


Não, os cérebros não são avariados. Nem as pessoas são malucas. Mas podemos ter mentes perturbadas. Acreditem que um dos grandes flagelos para o ser humano é ter uma doença que domine a mente, o cérebro e o espírito.


Para uma melhor compreensão, é fundamental começarmos a deixar-nos de dicotomias de “pão, pão; queijo, queijo;”, ou concretamente de corpo versus mente. Convínhamos, está ultrapassada, fora de moda! O cérebro faz parte do corpo e ambos fazem parte do ser humano, não existindo este último sem ambos, pelo menos na nossa espécie, os seres vivos racionais. O cérebro enquanto órgão físico e necessário, a mente enquanto elemento existente, mas não – palpável, e por isso mais abstracto e para muitos, menos real. Esta sensação de irrealidade leva muitas vezes a certos e determinados estigmas (que se traduzem em discriminação social, laboral, económica…) que absorvem consequências vindouras e pouco acauteladas. Mas, fiquem com esta ideia que tem tanto de simples, como de complexa: a mente é um produto do cérebro. Da sua actividade em nós mesmos, que ocorre a nível molecular, celular e anatómico. E, fiquem também com mais esta, por favor: isto não acontece na minha, mas na de todos nós, que por enquanto ainda somos reais e não produtos artefactos sob o desafio de uma mente artificial.


Paula Rego, Percursos pelo Imaginário Infantil e Feminino, 1935

A mente humana é complexa. Demasiado. É tanto ou mais que em todo o mundo se procura estudá-la, mas de tanta sinapse e entre-sinapse, vamos dizendo que “o cérebro é mais vasto que o céu”, como se intitulava a exposição da Fundação Gulbenkian (2019), e que é uma veracidade factual.


Todos nós, nascemos. Vivemos. Morremos. (...) Adoecemos. Sofremos.


Esta é uma linha primordial a ter em consideração: as doenças do cérebro causam um enorme sofrimento humano. Afectam a mente e as suas capacidades mais comuns, como pensar, sentir, recordar, conversar (…) Como tal, – a atenção e a protecção – deveriam ser duas dimensões a ter em consideração quando falamos em saúde mental. O ser humano deveria, por fim compreender que a compaixão e o respeito demonstrados a uma pessoa que está a vivenciar um problema físico, como o cancro, deveria ser a mesma pelas pessoas que sofrem, batalham e convivem com a doença mental.



Continuarmos a ignorar e a minimizar a importância da mente nas perturbações mentais é desrespeitar, e sim não atribuir significado ao risco que elas comportam. Vem-se como casos genéricos, muitas vezes, que parecem poder ser geridos de uma forma igual para todos. Mas não. O corpo, a doença física pode ser tratada assim, de forma genérica, mas a mente não. É individual. Única. Indissociável. E, portanto, cada pessoa com uma doença mental deve ser avaliada, sentida e observada com base naquilo que é a sua história, que são os seus sintomas, e o seu contexto – isto é, recursos pessoais, emocionais, familiares, sociais, intelectuais e económicos.


Sem dúvida, que depois dos mistérios cósmicos, o ser humano é a criatura mais admirável na terra, e se queremos falar em dicotomias, coloquemo-las aqui: o ser humano tem um lado saudável, mas também pode ter um lado perturbado. A linha é ténue. Jung, dizia que todos temos um arquétipo da luz e, outro da sombra. Uma sombra das trevas desavindas de nós para os outros, dos outros para connosco e depois de nós para connosco próprios.


Este mito urbano de que “mas estás triste, porquê? – tens casa, trabalho, és bonita(o)… deixa-te dessas coisas, bola para a frente” …, …, …. – Incentivadas por uma onda de psicologias positivistas e coachings, tem de acabar! É imperativo. Uma pessoa pode ter isto tudo, mas não tem descanso. É uma (de)pressão constante. Pressiona, pressiona e um dia deixa de ser pressão, para ser liberação em forma de suicido ou actos falhados de um mesmo. Na saúde mental, isto não serve. Pode servir para uma psicologia empresarial, desportiva, onde a motivação, carece de positivismo, como forma de foco e conquistas num determinado plano. Mas, qual será o dia que deixaremos de fazer odes aos mortos e nos preocupamos com os vivos?


A este propósito, e falando em dicotomias, sempre senti uma certa curiosidade pelas pessoas que me dizem, e tive algumas… que querem mudar o mundo, que querem ajudar os outros. Fico sempre a pensar, mas… e a si próprios? E, os que o rodeiam? Os que precisam de nós, por perto? Conseguimos? Ajudamos? Às vezes nem aos que estão próximos, nem a nós próprios. A vida não chega, chegando. É por vezes mais um ato reparador, do que um ato de ajuda. Afinal, como é que se consegue ajudar longe, e não a quem está perto? Será longe da vista, perto do coração? Não sei…


Uma realidade, sei. As doenças mentais são multidimensionais e multifactoriais, e, portanto, convergem sobre si e na sua génese, a hereditariedade, a componente genética e a social. Como tal, ninguém sabe, ninguém o que vai na mente de ninguém. Soa redundante? É esse o objectivo. Estou cansada. Cansada de que “ninguéns” na vida de alguém, opinem e julguem sobre o que nada se sabe, mas um tudo que se pensa saber. Esta anarquia das palavras que se inculcou através das redes sociais, permitida em palavras e acções, é desgastante, é inumana, é insana.


Por isto, se alguém vos diz que não está bem. OIÇAM. Não relevem ou “chutem” para a frente que é como quem diz, “não penses nisso”, estigmatizando e reforçando no mundo interior, uma casa de angústias, dores e sofrimentos.


A psicoterapia tem um lugar privilegiado nesta matéria, sim porque os psicólogos ou psiquiatras não lêem mentes. Apenas podem observar aquilo que a mente pensa e sente através da comunicação trazida por alguém que nos procura, num encontro a par e em prol de si mesmo. Sem julgamentos, sem opiniões. Apenas presença e relação. Num caminho tortuoso pelas malhas da psique, onde juntos possamos chegar ao maior encontro do ser humano na sua vida, – O encontro consigo mesmo – para alguns isto não interessa nada, mas este é um erro assumido por muitos. Quem quer ser, sem se conhecer? Identidades difusas, onde nos apetece gritar “Quando é que o ser humano, vai deixar cair a máscara? Já estamos todos fartos dela, ou não?” (…) mas nem sempre se pode, ou porque se é pilar, ou porque se tem medo, ou porque assumir que não se está bem não é valido nesta sociedade em que se fazem mais checklist’s ditatoriais do que se tem, como resultado de um bem-estar e vida boa. Triste realidade; A genética e a biologia molecular atrevem-se a compreender melhor o genoma, e as suas técnicas e instrumentos podem ajudar (…); A neurociência, que também em muito tem contribuído para melhores e maiores explicações… e onde figuras como António Damásio reforçam a importância do “Erro de Descartes” em prol de um “Sentimento de si”. Sim, existe maior compreensão. Mas ainda pouca acção. Será que “o melhor ainda está para vir?”, sim porque o “vai ficar tudo bem”, não veio para ficar (…).


Paula Rego, A Cela.

Sim, não vos digo que não. As percepções sociais melhoraram muito nos últimos 20, 30 anos, talvez num pós-guerra em que se percebeu que o sofrimento humano tinha uma voz irreparável sob a forma de comportamentos e de vidas suspensas em ténues linhas (entre)cruzadas, sem cor, género ou nação. Mas não chega. O mundo está a ficar doente. E não é só pelo coronavírus. O mundo está a ficar doente pelas imensa escuridão da alma humana. Da psique humana. Daquilo que somos e estamos feitos. Não de uma, mas de milhões e milhões de pessoas neste mundo. Até quando? Até quando continuaremos a investir no lado errado da questão?


Vivemos num país, onde não se dá a mínima prioridade à saúde mental. Os números falam por si, com referências em que mais de 20% dos portugueses sofrem com problemas mentais, mas onde existem somente 2,5 (leram bem!) psicólogos por 100 mil habitantes. E, com certeza não é por falta de recursos humanos na área. Mas?!? Isto sim, é sem palavras. Neste mundo em que tudo acontece muito rápido, não damos tempo, nem espaço aos fantasmas da nossa mente. Chamo fantasmas, ao que não se vê, mas continua percorrendo tudo aquilo que nos corresponde. Pensamentos, sentimentos, emoções, angustias, sensações… As pessoas têm um medo de ser diferentes e de ir contra o sistema que por vezes, parece que não avançou no(s) tempo(s). Tão avançado em tecnologias, tão retrógrado em humanidade.


Em tempos tão incertos, como os que estamos a viver, em que se fala de saúde pública, educação, economias e politica – seria bom existir um espaço de abertura para na área da educação e saúde pública, onde se garantisse que as doenças mentais recebessem a atenção e tratamento adequado(s). É que para surpresa de alguns, e constatação para outros, as doenças mentais estão entre as mais incapacitantes e dispendiosas de toda a humanidade. Não existe paridade com outras doenças, como as da saúde mental. Os cuidados de saúde não são uniformizados. Não existem técnicos/profissionais no terreno. E, por tudo isto…não existe prevenção. Não existe reabilitação. Não existe precocidade.


Sim, porque intervir precocemente, isto é, desde a infância, é evitar desenvolvimentos e ocorrências, perceber as causas, e descobrir melhores tratamentos (interdisciplinares), para que o bem-estar de uma sociedade (população), em grupo; e o bem-estar individual de um ser humano nessa sociedade, se possa ir sedimentando.


Emygdio de Barros, Sem Título, 1970

Parece que não, mas as doenças mentais, têm consequências. Umas vezes para o próprio, terminando num suicídio. Outras vezes, para outros, resultando em homicídios. Ninguém é vil, porque se é. O tão aclamado filme de 2019, Joker, veio exaltar isso mesmo – “Durante toda minha vida, eu nem sabia se eu realmente existia. Mas eu existo. E as pessoas estão começando a perceber” (…). Por isto, podemos salvar algumas vidas e euros nas economias estatais mundiais, se a doença mental começar a ser uma prioridade, e poder ser cuidada, protegida e curável/controlável. Mas não, a doença mental, continua a ser menosprezada, primeiro pelos nossos dirigentes, segundo pela sociedade em si, terceiro, por vezes pelos próximos dos que têm doença mental , e citando uma outra frase emblemática e profundamente marcante do filme supramencionado: “A pior parte de ter uma doença mental é que as pessoas esperam que você se comporte como se não tivesse…”.


O objectivo do nosso século e em tempos tão turbulentos como os que estamos a viver, em que andamos na azafama e numa corrida contra o tempo para descobrir a vacina contra o coronavírus, seria bom, quase utopicamente que se descobrisse algo “penicilento” para combater a doença mental de forma tão eficaz como actualmente queremos combater um vírus que mata muitos, mas que não mata tanto no mundo como a doença mental. Seria engraçado, e estupido ao mesmo tempo se existisse um mapa como o que foi criado pela Universidade de John Hopkinks para o Covid-19, mas para as perturbações mentais, e ficaríamos assustados. E, portanto, não interessa revelarem.


Einstein, com a sua teoria da relatividade, debruçou-nos sobre a conexão existente entre o tempo e o espaço. O tempo enquanto caminho que o ser humano, caminha, mesmo estando nós parados. Ou seja, o tempo não para, e não existe(m) tempo(s) de Inception(s). Afinal, o tempo passa mais devagar, se não nos movimentarmos. Quem parado fica, parado se sente. Agora imaginem alguém em que a mente não está em movimento, mas parada sob a forma de maus pensamentos. Quem está parado ganha tempo, quem anda, caminha lentamente. Isto seria uma espécie de “Um ano a viajar na nossa mente”, equivaliam a 10 anos de vida no cérebro. E se pensamos assim, como tão simples fosse, em relação ao nosso cérebro, estaríamos dez vezes mais rápidos na mente do que no cérebro. Que imprevisibilidade. Isto para referenciar que o cérebro não deixa de ter um valor universal, mas passa a ser relativo ao ponto de vista de cada mente, e daí a designação teoria da relatividade, embora isto não seja aplicável à saúde mental, mas noutras atmosferas. Será que o nosso cérebro, enquanto matéria e energia entrelaçadas de igual forma no tempo e no espaço, poderíamos ser infinitos sob a finitude? Também não sei.


Ismael Nery, Figuras Sobrepostas, 1926

A verdade parece-me uma, a doença com raiz no físico e consequências na mente, é reverencial e vista como algo sério. A doença com génese mental, e consequências no físico, é ultrapassável ou coisa nenhuma. Não se vê, o que doí, e por isso doí menos? É preciso vermos? Porque é que não compreendemos a doença mental, como todas as outras doenças? Está com depressão? Suicidou-se? Desistiu da escola ou está desempregado? Ouve vozes? – vamos lá falar das razões, “ahh, foi a separação, ou os problemas económicos, ou o trabalho…”. Não. Não. Não é só isto. Não é isto. Não é comparação ou investigações tertulianas que designam o que é tão complexo. Estas causas e consequências são apenas uma resilia perante o que a mente emana. Estejam atentos!


As doenças mentais são muitas vezes ignoradas, mal compreendidas ou estigmatizadas. O confronto com qualquer doença grave está carregado de emoção e medo. Faz com que aqueles de nós que têm capacidade de empatia ou de introspecção reconheçam que também nós somos vulneráveis e podemos sofrer o mesmo destino, tal como qualquer um dos nossos ente queridos. A insustentável leveza, que é mais frágil do que o ser…


Dor e sofrimento.

Optimismo com realidade.

Esclarecimento e conhecimento.


Precisamos destas premissas. Primeiro enfrentar a doença, a dor e o sofrimento. Depois, auxiliar com o nosso optimismo assente na esperança e edificado sobre os fundamentos sólidos da realidade, e não sobre a base efémera da ingenuidade.


Não podemos continuar a ignorar as doenças mentais:

1. São comuns em todo o mundo.

2. São muito difíceis de ultrapassar.

3. São dispendiosas economicamente.

4. São uma causa de morte.


Falando concretamente em depressão, esta tem custos para a sociedade superiores a qualquer outra doença. E, o suicídio é o resultado consequencial de cerca de 10% das pessoas com depressão (e de pessoas com esquizofrenia), a nível mundial. E, surpreendam-se… a taxa de suicídio em crianças cresce de forma acelerada e crescente no mundo. Deveríamos estar preocupados. Devíamos estar a agir sob tal colapso. Porque qualquer experiência que envolva sofrimento, é dolorosa. Para os que a sofrem em si, e para os que sofrem com eles. As dores são como uma corrente do mar, vêm e vão, mas permanecem sempre lá. Falam entre si, reproduzem-se e amordaçam a voz e o coração. Ganham controlo e atraiçoam-nos a alma, e o produto do nosso cérebro a mente, que mente, ganha outros contornos, vezes e vezes sem conta. Algumas vezes com retorno, outras não. Por isso, é importante coexistirem duas realidades: a do sofrimento, e a da esperança.


Vale a pena pensar nisto, a medicina tem demonstrado, com situações inclusivamente bastante controversas, que não morremos quando o coração para, mas sim quando o nosso cérebro morre. É o nosso cérebro que ao deixar de produzir ritmos eléctricos entre si, as sinapses, nos declara a morte. Portanto, não. Não é o ano de 2020 que está a ser ma verdadeira porcaria como alguns afirmam, estamos é a assistir a uma profunda De-pressão na saúde mental.


Clarice Lispector, a senhora não devia ter-se esquecido de dar de comer aos peixes andar entretida a escrever um texto não é desculpa entre um peixe vivo e um texto escolhe-se sempre o peixe vão-se os textos fiquem os peixes como disse Santo António aos textos.

[Adília Lopes, na sua obra poética Dobra, (2009)]


Até quando nos vamos esquecer de alimentar a saúde mental, dos portugueses? Melhor referir, mundial? Até quando? E, quantas tragédias deveremos continuar a assistir para que as angústias de vida ou de morte nos retomem para o lugar entre a terra e o céu? Porque continuamos a promover e a aceitar a(s) privação da nossa mente?


A saúde mental, é um problema de saúde pública. É um problema de educação. É um problema social. Não há qualquer Tratado de paz ou de leveza sobre esta questão. O (des)cuido não cuidado. (…) Esquizofrenia, perturbações do humor, da ansiedade, do desenvolvimento, da personalidade (…) sempre à espreita, e só quem não tem cérebro é que se escapa delas.


Quando sofremos compreendemos como isso afecta a nossa atenção, motivação, memória, … Não é possível, sem ajuda, imobilizar pensamentos tumultuosos e sombrios que fervilham na superfície epidérmica da mente… um sorriso pode esconder uma dor dilacerante.


Paula Rego, A Mulher Cão

Pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Tomar medicação psiquiátrica por um determinado período não é sinal de amputação. Não podemos ser fundamentalistas. Cada caso é um caso, e em determinadas situações a medicação pode auxiliar e acalmar certos pensamentos, sentimentos e comportamentos do “eu”. Que há interesses na indústria farmacêutica? Sim. muitos. É alucinante. (não vou falar deles, aqui) Mas, às vezes só a terapia não chega para uma reestruturação de tudo o que foi do outrora, e do que se pode tornar agora. A doença mental, mata. E se não é por suicídio, é porque se deixa de viver para sobreviver. É estar morto em vida, e é arrebatador para e de qualquer ângulo.


Estamos tão formatados e comandados a analisar as componentes, a decompor as dimensões espaciais e temporais, que quanto mais analisamos, mais compreendemos. E, por conseguinte, quanto mais controlamos, menos síntese elaboramos. Se sintetizarmos percebemos as coisas como elas são, reais. Num mundo de natureza. A essência vital e o significado das coisas. Num tempo e num espaço determinados num momento e num contexto. Sem artifícios de #facebook, #instagram e/ou #twiter. Porque às vezes o todo é mais do que as partes constituintes. É a coisa real em si. Na essência humana de se ser, e querer ser o que se é.


Devemos então dignificar o sofrimento. Reforçar a coragem. Sentir o esforço diário de uma luta com as partes sombrias da mente, que muitas vezes sofreu incompreensão, rejeição, abandono, indiferença, traição, trauma e/ou desamor. Há situações que são difíceis de compreender. São profundamente injustas. Inimagináveis. Mas, a capacidade do amor para reparar, dá sentido à vida. Transformar a dor em tributo de si mesmo, é possível, mesmo que num processo lento. Num processo onde umas vezes se contraem as dores, outras se distendem, mas que se continua a fundamentar a resiliência… Com muito amor, com muito respeito, com muito cuidado, com muita atenção à subjectividade de um eu, e com muita relação.

Peçam ajuda especializada, para vocês, para os que amam. Porque a #saudemental, importa, e é vida.

Até breve,

V. #saudemental #depressão #cerebro #mente #psicologia #sofrimento #dor #esperança #pedirajuda #reestruturação #saudepublica #educacao #suicidio #veracruz #veracruzpsicologa

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